O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, reuniu cerca de cem representantes de embaixadas no Brasil nesta segunda-feira. O encontro teve como pautas a defesa das urnas eletrônicas e o tratamento do uso de inteligência artificial nas eleições.
O TSE informou que a representação diplomática dos Estados Unidos enviará um representante, mesmo com a ausência de embaixador no país. Nunes Marques deve reiterar a defesa das urnas eletrônicas, posição adotada em junho, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citar dados falsos sobre o sistema.
A Corte eleitoral classificou a urna eletrônica como um “patrimônio do povo brasileiro” durante o evento. O presidente do TSE também detalhará planos de contingência contra o uso de deepfakes e conteúdos gerados por inteligência artificial nas campanhas, bem como o disparo em massa de desinformação.
A análise de um vídeo por IA, que simulava apoio de um ex-presidente a seu filho, deve levar o TSE a fixar um precedente sobre a vedação de deepfakes. Paralelamente, o TSE iniciou encontros com diplomatas sobre as Missões de Observação Eleitoral (MOEs) internacionais para as Eleições Gerais de 2026.
Diversos grupos participarão das MOEs, incluindo a OEA, a UE, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), a Liga dos Estados Árabes e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP). Na semana passada, representantes da ONU, da UE, dos EUA e de Cuba visitaram o TSE para tratar do tema.


