O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De La Espriella, tem um histórico profissional em Miami ligado à defesa de acusados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nos Estados Unidos. O político, que toma posse nesta sexta-feira (7) em Cali, teve atuação representando réus em processos nos EUA, incluindo casos ligados a empresários acusados de lavar dinheiro para a cúpula do regime chavista da Venezuela.
De La Espriella, advogado licenciado na Colômbia, atuou representando traficantes latino-americanos e outros réus que buscavam reduzir penas ou firmar acordos com a Justiça dos Estados Unidos. Segundo fontes com conhecimento da investigação, ele foi alvo de escrutínio de procuradores federais durante apurações sobre esquemas de lavagem de dinheiro. Apesar desse passado, o político, que não possuía experiência política anterior, lançou uma campanha com discurso de linha-dura na segurança, prometendo combater o narcotráfico e enfrentar grupos armados.
O presidente afirmou que pretende colaborar com o governo norte-americano no combate ao narcotráfico, propondo o reforço de extradições de traficantes e ações mais rigorosas contra organizações criminosas. Em resposta a questionamentos sobre sua atuação profissional, a Presidência da Colômbia informou, por meio de nota, que os temas “foram amplamente discutidos durante a campanha presidencial” e que não considera apropriado retomá-los.
O histórico profissional voltou a ser noticiado com a custódia de um empresário aguardando julgamento nos EUA. Fontes indicaram que procuradores federais investigaram a circulação de recursos atribuídos a esse empresário pelo sistema financeiro dos Estados Unidos, e De La Espriella esteve entre as pessoas submetidas a escrutínio. O gabinete do presidente afirmou que ele “nunca foi investigado ou acusado em nenhum dos assuntos mencionados”.

