A economia brasileira apresentou perda de ritmo no segundo trimestre de 2026. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que serve como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 0,2% no período de abril a junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
O resultado marcou uma redução em relação ao primeiro trimestre, quando o indicador avançou 1,2%. Em junho, o IBC-Br caiu 0,6% em comparação com maio, considerando o ajuste sazonal. A projeção de analistas consultados ficou abaixo do valor registrado, que ficou aquém da expectativa de retração de 0,53%.
Os setores apresentaram dinâmicas distintas. A agropecuária cresceu 1% em junho, encerrando o trimestre com alta de 0,3%. Já a indústria recuou 1,4% no mês, embora o setor tenha acumulado crescimento de 0,5% no trimestre. Os serviços tiveram queda de 0,5% em junho, totalizando retração de 0,1% no período.
A desaceleração ocorre após um primeiro trimestre mais robusto. O Banco Central mantém os juros em patamar elevado para controlar a inflação, tendo reduzido a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14% ao ano no início de agosto. O mercado aguarda a divulgação oficial do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1º de setembro.


