A probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte nos últimos meses de 2026 alcançou 95%, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno climático natural, causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve intensificar-se até o fim do ano.
A NOAA, em seu boletim, elevou a estimativa em relação ao dado divulgado em nove de julho, quando o percentual era de 81%. A agência americana projeta que o El Niño persista até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte, período que abrange março e abril, e o início do outono no Hemisfério Sul.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) concorda com a projeção, indicando cem por cento de chance de o fenômeno permanecer ativo pelo menos até o início de 2027. O órgão brasileiro também avalia alta possibilidade de o evento atingir a categoria “muito forte”, definida por aquecimento superior a 2°C nas águas do Pacífico.
Os impactos no Brasil variam por região. Historicamente, o Sul registra maior frequência de chuvas acima da média, o que pode levar a enchentes e deslizamentos de terra. Já na Região Norte, a tendência é oposta, com possível redução de chuvas, aumento de temperaturas e atraso na estação chuvosa.
A previsão também aponta para a redução gradual dos níveis dos rios. Indicadores mostram avanço da estiagem em diversas sub-bacias da Amazônia, elevando o risco de incêndios florestais e diminuindo a disponibilidade hídrica.

