A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo apresentou ação para impugnar o registro de candidatura à reeleição de uma deputada estadual. O órgão sustenta que o uso do sobrenome no nome de urna pode induzir o eleitor a erro, sugerindo vínculo familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que não existe.
O procurador Paulo Taubemblatt declarou que o nome escolhido possui potencial para gerar dúvida sobre a identidade da candidata, prática vedada pela legislação eleitoral. Segundo ele, o uso do sobrenome por alguém sem ligação familiar pode comprometer o equilíbrio da disputa e provocar migração de votos.
A ação cita precedentes da Justiça Eleitoral que barraram candidaturas com nomes considerados enganosos, incluindo casos anteriores envolvendo o sobrenome Bolsonaro. O documento aponta que a parlamentar já havia tentado usar o mesmo nome em 2022, quando foi impedida e concorreu como “Fabiana B.”.
O partido da deputada tem sete dias para apresentar contestação à impugnação. O caso será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá sobre a validade do nome de urna e o registro da candidatura.


