Produtores de etanol e cana-de-açúcar divulgaram uma nota na sexta-feira, dia 21 de agosto de 2026, repudiando declaração do senador Flávio Bolsonaro sobre a revisão da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina, conhecida como E32.
A regra do E32 foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho e entrou em vigor em agosto. A decisão elevou o teor obrigatório de etanol de 30% para 32% na gasolina, com validade inicial de 180 dias, prorrogável uma vez pelo mesmo prazo. Para que a mistura se torne permanente, é necessária nova deliberação do conselho.
As entidades argumentaram que a comparação feita pelo congressista, que alegou que o aumento da mistura era uma “reduflação”, desinforma o consumidor. Segundo o documento, a política foi construída ao longo de cinco décadas, abrangendo governos de diferentes orientações.
Flávio Bolsonaro fez a declaração durante sua transmissão semanal no YouTube na quinta-feira, dia 20 de agosto. O candidato afirmou que a medida precisaria ser discutida caso eleito, citando risco de danos a motores e comparando a mistura ao encolhimento de produtos vendidos pelo mesmo preço.
Organizações do setor reforçaram que o etanol possui alta octanagem e ajuda no desempenho dos veículos. O Ministério de Minas e Energia (MME) afirma que não há impactos relevantes nos sistemas de combustível com o E32, e que os testes de durabilidade ocorrerão em estudos com 35% de etanol.


