O interesse por cosméticos, impulsionado pelas redes sociais, tem levado jovens a usar produtos com ativos potentes. Especialistas alertam que o uso de cremes antienvelhecimento em pele imatura pode danificar a barreira cutânea, gerando problemas dermatológicos.
Os produtos de beleza, embora passados por testes e não inerentemente perigosos, representam risco quando usados fora do público-alvo ou combinados de forma inadequada. Segundo a médica Adamcová, a pele de crianças e adolescentes não possui uma barreira cutânea totalmente desenvolvida, o que pode ser rompido por produtos antienvelhecimento.
Os problemas observados em consultórios incluem acne cosmética, dermatite perioral e danos crônicos à barreira cutânea. Estes fatores podem, por sua vez, levar à hiperpigmentação pós-inflamatória. A especialista Egnerová confirmou que vê frequentemente meninas de dez ou onze anos usando cremes com retinol ou formulações inadequadas para a idade.
A crescente procura por cosméticos entre jovens é, em grande parte, atribuída a influenciadores digitais que exibem suas rotinas. Contudo, o que funciona para mulheres adultas não se aplica a adolescentes. As profissionais indicam que a rotina básica deve focar em limpeza adequada, uso de hidratantes e, principalmente, proteção solar.
A médica Adamcová enfatizou que o retinol não deve ser aplicado em pele infantil ou jovem sem indicação médica. É crucial que pais e adultos observem a composição dos cosméticos, evitando altas concentrações de ácidos, sejam eles frutados ou outros.


