Um professor de sociologia da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, afirmou que a política de admissão ‘cega a testes’ do sistema da universidade falhou em reduzir disparidades raciais padronizadas, conforme o objetivo inicial. A mudança ocorreu após o sistema decidir que o SAT possuía impacto desproporcional por raça.
Gabriel Rossman, professor de sociologia na UCLA, disse que a remoção do SAT foi uma decisão dos Reitores da UC, motivada pela crença de que o teste afetava grupos raciais de maneira desigual. Mais de três mil docentes do sistema da Universidade da Califórnia apoiaram cartas abertas pedindo a reinclusão do SAT e ACT nas admissões de graduação.
Rossman explicou que a política se mostrou contraproducente. Ele mencionou que, enquanto a classe de ingressantes da UC vinha se diversificando por vinte anos, esse avanço estagnou em dois mil e vinte. O professor apontou que a mudança mais notável foi na proporção de estudantes latinos e anglo-americanos, enquanto os números de estudantes negros e asiáticos não apresentaram alteração significativa.
A análise de um veículo regional cobrindo a política da região da Baía também observou que a exclusão das pontuações enfraqueceu a capacidade da UC de avaliar a prontidão acadêmica. A professora Zvezdelina Stankova, matemática da UC Berkeley, alertou sobre queda na preparação dos alunos com as políticas sem testes.
Stankova pediu aos docentes dos dez campi da UC que trabalhem com os comitês de admissão para apoiar a recomendação do Conselho Acadêmico, que se espera que seja a reinclusão do SAT/ACT, buscando uma abordagem holística que inclua o mérito acadêmico.


