O sociólogo Jason Arday, de quarenta e um anos, foi encontrado morto em Londres, no Reino Unido, nesta sexta-feira (14). Arday era professor na Universidade de Cambridge e enfrentava acusações de ter mentido sobre sua trajetória e plagiado partes de seu doutorado.
Os questionamentos sobre as qualificações do professor ganharam destaque no mês anterior, após serem levantados por um ex-pesquisador de filosofia da instituição. A imprensa britânica questionou a alegação de Arday de ter arrecadado cinco vírgula cinco milhões de libras para caridade por meio de desafios esportivos.
Arday havia relatado ter enfrentado dislexia, atrasos no desenvolvimento e autismo, condições que, segundo ele, o impediram de falar até os onze anos. Ele também mencionou ter completado trinta maratonas em trinta e cinco dias e percorrido cerca de novecentos e sessenta e cinco quilômetros em seis dias.
Em julho, a análise de sua tese de doutorado, apresentada em dois mil e quinze, indicou trechos idênticos ou quase idênticos a um artigo de outro pesquisador. Dezenas de acadêmicos de Cambridge assinaram uma carta solicitando uma investigação independente sobre a contratação do professor.
A universidade, inicialmente defensora, mudou sua posição e anunciou a abertura de uma investigação após receber novas informações. A vice-reitora da instituição, Deborah Prentice, declarou na quinta-feira (13) que o caso era uma exceção e não deveria gerar dúvidas sobre o trabalho de funcionários negros e de outras minorias étnicas.


