Um projeto de revitalização e combate a enchentes na Avenida Murchid Honsi, em São José do Rio Preto, prevê a remoção de 943 das 1.323 árvores existentes. A proposta, estimada em R$ 29 milhões, gerou debate em audiências públicas e atraiu a atenção do Ministério Público.
A remoção em massa das árvores preocupa ambientalistas e moradores, que apontam o impacto no microclima local. Um estudo do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente mapeou pontos de “ilhas de calor” na cidade. Delcio de Mello, diretor da Associação Amigos dos Mananciais, alertou que a supressão da vegetação aumentará o consumo de energia elétrica no entorno da avenida.
O vice-prefeito de Rio Preto e secretário de Obras, Fábio Marcondes, defendeu a obra, afirmando que ela se fundamentou em estudos técnicos para conter as inundações históricas. Ele explicou que 440 das árvores a serem retiradas são exóticas, enquanto as espécies locais serão preservadas.
O Ministério Público, por meio do promotor Cláudio Santos de Morais, recebeu uma representação pedindo explicações. O promotor considerou importante a obra para conter as enchentes, mas pediu foco na poda necessária, e não em ações que sacrifiquem a preservação ambiental.


