Um novo masterplan em São José do Rio Preto busca mitigar os efeitos do emparedamento digital, fenômeno ligado ao uso excessivo de telas. O projeto integra mais de 14 mil m² de bosque, visando resgatar a qualidade de vida e o contato com a natureza.
O emparedamento digital descreve o confinamento físico e social gerado pelo uso excessivo de telas, o que substitui interações reais pelo consumo passivo de conteúdo virtual. Segundo estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Pediatria, o tempo prolongado em frente a telas está associado a problemas como sedentarismo, dificuldades de atenção e ansiedade em crianças e adolescentes.
Em resposta ao modelo urbano predominante, que reduz espaços verdes em grandes metrópoles, o masterplan Organiquê foi concebido para colocar a natureza no centro da experiência de morar. O empreendimento oferece uma área urbanizada de 92.513,83 m², com um bosque de mais de 14 mil m², destinado a caminhadas e convivência.
Vinicius Coelho, diretor comercial da CITZ, incorporadora do projeto, afirmou que a iniciativa visa convidar as pessoas a ocupar espaços públicos. Ele disse que a missão é fazer com que a tecnologia seja uma aliada do bem-estar, e não uma barreira, resgatando a qualidade de vida perdida ao longo dos anos.

