A Polícia Federal investiga uma minuta de contrato avaliada em até R$ 626 milhões para o Ministério da Saúde. O documento, que previa o fornecimento de 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de medicamentos à base de canabidiol, foi enviado a um ex-chefe de gabinete presidencial.
A proposta foi enviada pela empresária e lobista a Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Segundo investigações, a contratação poderia ter ocorrido sem licitação. O negócio não avançou, conforme relatos.
O investigado Ribeiro confirmou aos agentes da PF o recebimento do material, mas disse ter considerado o envio inadequado. Ele negou ter repassado a proposta a membros do Ministério da Saúde ou ter agido para beneficiar a negociação.
A empresária é apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva e figura nas apurações por tentar viabilizar negócios de cannabis medicinal junto ao governo federal. Ela teria sido contratada por um empresário para atuar na negociação.
O Ministério da Saúde declarou que nunca firmou contrato com a empresa envolvida e que o produto não foi incorporado ao SUS. As defesas dos envolvidos negam irregularidades e questionam a divulgação do inquérito.

