O avanço da inteligência artificial generativa e a complexidade dos golpes digitais tornaram a verificação de identidade um desafio central para a economia digital. Organizações precisam garantir quem utiliza seus dados, pois 72% delas relataram aumento de riscos cibernéticos em 2024, segundo o Fórum Econômico Mundial.
Especialistas defendem que a confiança no acesso e uso de dados deve ser construída ao longo de toda a jornada digital. Iuri Duarte, especialista em Privacidade e Proteção de Dados da Certta, explica que a solução não é coletar mais dados, mas sim verificar melhor os já existentes. Ele afirma que “Proteção de dados e verificação de identidade e documentos não são objetivos opostos. Um processo bem desenhado minimiza a coleta de dados ao que é realmente necessário, ao mesmo tempo em que cruza múltiplas fontes e evidências para confirmar a identidade do usuário com mais segurança”.
Essa necessidade de validação se intensifica com a mudança nos hábitos de consumo. A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025 indica que o celular responde por 75% das transações bancárias no Brasil. Isso exige que os processos de verificação deixem de depender de uma única informação, considerando o contexto da transação e o histórico de interação para evitar fraudes.
Além disso, os consumidores exigem mais personalização. A pesquisa State of the Connected Customer, da Salesforce, mostra que 73% dos consumidores esperam que as empresas compreendam suas necessidades. Yasodara Cordova, pesquisadora e consultora em Privacidade e Identidades Digitais, comenta que a discussão sobre identidade digital se tornou uma questão de confiança, baseada na capacidade de interpretar contexto e tomar decisões proporcionais ao risco.


