O uso de inteligência artificial no setor jurídico evolui, migrando de chatbots isolados para integração em fluxos de trabalho diários. O Protocolo Contextual de Modelos (MCP) surge para padronizar essa conexão entre a IA e os sistemas de dados das firmas.
O MCP é um padrão aberto que oferece um método consistente para ferramentas de IA se conectarem a fontes de dados e aplicações externas. Contudo, a implementação exige clareza sobre o que o protocolo faz e o que ele não faz, evitando superestimações de sua capacidade. O protocolo auxilia a IA a acessar sistemas já utilizados pelas firmas, mas não resolve sozinho problemas de permissões ou contexto legal.
Uma confusão comum é que o MCP substitui as APIs. Os protocolos de interface de programação de aplicações (APIs) continuam essenciais para a troca de dados entre sistemas. O MCP atua como uma camada de protocolo sobre as APIs, funcionando como um adaptador universal para a IA, facilitando a descoberta de ferramentas e dados aprovados.
Outro equívoco é que conectar a IA significa copiar documentos para plataformas externas. Na prática, os documentos devem permanecer no ambiente seguro da firma. As ferramentas de IA devem usar o MCP para recuperar apenas a informação à qual estão autorizadas, mantendo as políticas de segurança intactas.
Ademais, o MCP cria o caminho de acesso, mas não define o contexto. Para o trabalho jurídico, a IA precisa entender o caso, o cliente e as permissões. Sem esse contexto, a resposta gerada pode não ser confiável para uso legal, tornando o MCP uma camada de acesso, e não de inteligência.


