O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que autoriza o governo a assumir temporariamente o controle de infraestruturas críticas no país. A medida, em vigor desde segunda-feira (24), aplica-se a casos em que proprietários privados não protejam as instalações de ataques ucranianos ou demorem a restaurar o funcionamento dos serviços.
A norma abrange setores de energia, combustíveis, comunicações, transporte e logística. O governo pode implementar uma administração temporária, transferindo para o Estado os direitos de propriedade e as ações do dono da instalação, caso as medidas de segurança sejam consideradas insuficientes.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou na terça-feira (25) que empresários frequentemente não dedicam a atenção necessária à proteção contra drones. Peskov disse que o apoio ocidental a Kiev justifica a necessidade de Moscou tomar tais providências para garantir a segurança nacional.
A decisão ocorre enquanto a Ucrânia intensifica ataques a centros logísticos da empresa Ozon e a outras infraestruturas russas, visando enfraquecer a economia de guerra. Tais ações têm provocado escassez de combustível e levado o conflito para áreas habitadas por cidadãos russos.
Simultaneamente, a Rússia aumentou o uso de mísseis de alta velocidade contra a Ucrânia. Entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira, Moscou lançou dois mísseis e 150 drones, dos quais 124 foram abatidos, segundo a Força Aérea Ucraniana.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou nesta terça-feira (25) que Kiev recebeu um pequeno número de mísseis Patriot. Zelensky afirmou que a quantidade é insuficiente e que o país precisa de mais interceptadores para conter os mísseis balísticos russos.


