O presidente Vladimir Putin avalia o uso de armas nucleares táticas contra a Ucrânia em um cenário de isolamento militar extremo, segundo apuração de agências internacionais. A medida ocorre em meio à insatisfação do Kremlin com o avanço de tropas ucranianas e o fornecimento de armamentos pesados por países ocidentais a Kiev.
Embora a retórica russa tenha se agravado, agências de inteligência informaram que não foram detectadas movimentações logísticas ou preparativos militares que indiquem um ataque nuclear iminente. No momento, o governo russo prioriza a escalada por meios convencionais, com aumento de ataques de mísseis balísticos e expansão do contingente de soldados nas linhas de frente.
A Rússia convocou 500 mil soldados e movimentou milhares de blindados nas últimas semanas. A apuração indica que Moscou prepara a abertura de uma nova linha de frente contra um país da União Europeia, com suspeitas de que a próxima invasão seja contra a Moldávia. O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Moscou há dois dias para alertar as autoridades russas sobre dados de inteligência que comprovam essa mobilização.
Ratcliffe transmitiu um alerta contra qualquer ataque a países membros da OTAN, após a inteligência americana identificar a possibilidade de uma ação militar limitada contra um dos países do Báltico. O Kremlin confirmou a visita do diretor da CIA, que não falou diretamente com Putin, mas reuniu-se com autoridades de inteligência russas.
Como reflexo da tensão, os Estados Unidos removeram a bandeira da embaixada em Moscou e fecharam o prédio na noite passada. Todos os diplomatas, funcionários e o embaixador foram evacuados do país em medida preventiva. O serviço de inteligência britânico também alertou o primeiro-ministro Andy Burnham sobre possíveis retaliações russas contra a infraestrutura de defesa do Reino Unido via drones ou incêndios criminosos.
O arcebispo Paul Gallagher, autoridade diplomática do Vaticano, também viajou a Moscou sem aviso prévio. Gallagher reuniu-se com o chanceler Sergey Lavrov para pedir o fim da guerra na Ucrânia e discutir a situação humanitária de crianças em cenários de conflito, segundo informaram o Kremlin e o Vaticano.

