A Polícia Civil do Rio deflagrou uma operação nesta quinta-feira para prender membros de uma quadrilha especializada em assaltar casas de alto padrão na Zona Sul da capital. Os criminosos atuavam de forma organizada, monitorando vítimas por redes sociais e forçando transferências bancárias, como um caso em que uma moradora foi coagida a enviar mais de R$ 100 mil.
As investigações apontam que o grupo selecionava alvos analisando ruas e definindo estratégias detalhadas. Além de vasculhar imóveis em busca de joias e relógios, os suspeitos obrigavam os moradores a realizar transferências via Pix para contas de comparsas. A quadrilha era dividida em quatro funções: ‘batedores’ para reconhecimento, motoristas, ‘puladores’ para invasão e ‘homens do Pix’ para a coerção financeira.
Márcio de Oliveira Lourenço, apontado como chefe, comandava o esquema de dentro do presídio, utilizando um aparelho celular para identificar potenciais vítimas em residências de alto padrão. Os agentes cumpriram quatro mandados de prisão em bairros da Zona Norte, e um dos alvos morreu durante a ação. A polícia informou que o grupo já havia sido investigado desde fevereiro, com outras duas operações anteriores.
Os investigadores estimam que o grupo obteve mais de R$ 200 mil apenas com o roubo de joias. Imagens de câmeras de segurança registraram a atuação dos assaltantes na Zona Sul, mostrando a invasão de residências. Em uma ação registrada em São Conrado, no dia 3 de agosto, as vítimas foram mantidas reféns por cerca de três horas enquanto realizavam transferências que somaram R$ 30 mil.

