Cerca de quarenta mil trabalhadores da Hyundai e fornecedores pararam as atividades na Coreia do Sul nesta sexta-feira, dia vinte e um. A greve geral, a primeira em dez anos, busca melhores condições salariais e maior proteção contra o avanço da automação por inteligência artificial.
O sindicato da montadora reivindica um aumento de cento e quarenta e nove vírgula seis mil won no salário-base mensal, além de participação de trinta por cento nos lucros da empresa. A companhia, por sua vez, propõe reajuste de oitenta e nove mil won.
A paralisação atingiu fábricas localizadas em Asan, Jeonju e Ulsan, sendo a última considerada a maior unidade individual de automóveis do mundo. Em frente à sede da empresa, na capital Seul, pelo menos três mil trabalhadores se reuniram para o protesto.
A pauta sindical também inclui garantir os postos de trabalho frente à introdução de robôs, processo que avança após a aquisição da Boston Dynamics pela empresa. O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Coreia, Kim Byung-chul, afirmou que a preocupação abrange áreas de pesquisa e engenharia.
Outras exigências dos funcionários são a ampliação do limite de permanência na empresa de sessenta para sessenta e cinco anos e a redução da jornada de trabalho sem corte na remuneração. As paralisações acumuladas já resultaram na perda de mais de cinquenta e cinco mil veículos, com prejuízo estimado em um bilhão e sessenta e sete milhões de dólares para a empresa.

