Dados da Arpen-Brasil indicam que, no período de 31 de julho de 2016 a 31 de julho de 2026, 1.666.882 crianças foram registradas apenas com o nome da mãe. O registro de paternidade, contudo, cresce, com alta de quase 50% nos últimos cinco anos.
Os números, disponíveis no Portal da Transparência da entidade, mostram que a média anual de registros sem a identificação paterna foi de 175 mil crianças nos últimos cinco anos. Os totais anuais registrados foram: 175.005 em 2021, 176.475 em 2022, 184.071 em 2023, 170.100 em 2024 e 174.122 em 2025.
Em contraste, o reconhecimento voluntário de paternidade apresenta crescimento. A Arpen aponta que o Brasil deve registrar, em 2026, um novo recorde nacional, com cerca de 48 mil casos. Esse volume representa quase 30% acima do recorde de 2025 e quase o dobro do volume de 2021.
Para facilitar o processo, os Cartórios de Registro Civil implementaram plataforma eletrônica. Devanir Garcia, presidente da Arpen-Brasil, afirmou que “Facilitar o reconhecimento de paternidade é facilitar o acesso de milhares de brasileiros à própria identidade.” O reconhecimento é gratuito e produz os mesmos efeitos jurídicos do feito no momento do registro.


