Alemanha, França, Itália e Reino Unido intensificaram a condenação internacional a um projeto de assentamentos na Cisjordânia ocupada nesta quinta-feira. A pressão surge após autoridades israelenses abrirem licitação para mais de 1.200 casas na região, gerando tensão.
O documento assinado pelos quatro países insta Israel a retirar os planos e encerrar a expansão dos assentamentos. A declaração conjunta afirma que o direito internacional estabelece a ilegalidade das construções israelenses na Cisjordânia. A decisão é vista como preocupante diante da instabilidade e da violência de colonos contra civis.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o plano representa uma “ameaça existencial” à continuidade territorial de um Estado palestino. O ministro das Relações Exteriores belga, Maxime Prévot, classificou as licitações como inaceitáveis, pois prejudicariam a viabilidade da solução de dois Estados.
Em resposta, o homólogo israelense, Gideon Saar, afirmou que o povo judeu tem direito de viver em toda a Terra de Israel. Ele acusou o Reino Unido de ignorar o extremismo palestino. A violência por parte dos colonos na Cisjordânia tem crescido, e a ONU registrou deslocamento de mais de 6.390 palestinos desde janeiro de 2023.


