A ação da Netflix registrou queda de 35,4% no último ano, atingindo US$ 74,20 em 5 de agosto. A performance desigual em fundos de índice (ETFs) que detêm o ativo ilustra como a estrutura de cada fundo protege o investidor contra volatilidade.
O declínio da Netflix, motivado por orientação fraca e redução do fluxo de caixa livre em julho, gerou reações distintas nos ETFs. O FDN, focado em internet, subiu cerca de 6% no mesmo período, pois outros ativos do fundo compensaram a baixa da Netflix, que representava quase 4% de seus bens.
Já o XLC, um fundo setorial de serviços de comunicação, teve queda de cerca de 5%. Sua composição, com Meta e Alphabet representando mais de um terço dos ativos, faz com que seu destino siga as plataformas de publicidade digital antes da Netflix.
O VOX, que acompanha um índice mais amplo, também caiu cerca de 6% no período de 90 dias, movendo-se em sintonia com o XLC. A análise indica que o gasto em publicidade digital nos EUA é a variável macro mais relevante para os próximos 12 meses.

