A gestora Sparta alerta que as debêntures incentivadas enfrentam um equilíbrio frágil diante da queda de juros. A especialista aponta dois riscos simultâneos para os ativos isentos de Imposto de Renda, mesmo com o benefício fiscal que sustenta a demanda.
A Sparta, gestora especializada em crédito privado, observou que os preços das debêntures incentivadas são sustentados pela redução da oferta e da pressão vendedora, e não por uma recuperação estrutural da demanda. O índice IDEX-Infra fechou julho em 36,56 pontos-base, indicando uma leve abertura de spreads no mês.
Os dois riscos apontados pela gestora são o mercado de debêntures não incentivadas e a própria isenção. O primeiro risco ocorre porque, com a melhora do cenário, investidores podem retomar risco em outras classes, fazendo com que os spreads não incentivados se ampliem e alterem a referência de remuneração dos incentivados.
O segundo risco está na isenção. A queda dos juros diminui o valor econômico do benefício, pois o imposto evitado incide sobre uma remuneração menor. Após o fechamento de julho, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano. A gestora conclui que os papéis isentos podem enfrentar “dois ajustes simultâneos: alternativas tributadas mais bem remuneradas e menor vantagem associada ao benefício fiscal”.


