A Walmart registrou aumento de receita de cinco vírgula nove por cento, atingindo cento e oitenta e sete vírgula nove bilhões de dólares. Contudo, o crescimento das vendas comparáveis nos Estados Unidos foi de apenas dois vírgula seis por cento, um resultado que levantou questionamentos no mercado financeiro.
A análise aponta que a queda no desempenho das vendas não está ligada à escassez de dinheiro dos consumidores. A redução dos preços de medicamentos prescritos, influenciada por regras federais, diminuiu o crescimento das vendas comparáveis da varejista em cerca de oitenta a noventa pontos-base.
A empresa observou que o volume de prescrições, como os medicamentos para perda de peso e diabetes, continuou a crescer. No entanto, a queda no custo de cada receita compensou o aumento de volume, resultando em uma receita total menor no caixa. Isso indica que os clientes continuam a comprar os remédios, e não estão os deixando de lado.
Outros varejistas, como a Target, apresentaram crescimento maior, apesar de terem maior exposição a gastos discricionários. A Target vendeu sua área farmacêutica em dois mil e quinze, o que a isenta do impacto da deflação de preços de remédios que afeta a Walmart.
A inflação continua a ter efeitos mistos. Enquanto o aumento de preços atrai consumidores de renda mais alta para a Walmart, o crescimento de transações desacelerou para um vírgula cinco por cento, sugerindo que consumidores de baixa renda fazem menos visitas ou gastam menos por ida.

