O real desvalorizou frente ao dólar na última sexta-feira, 14, e o mercado sinaliza riscos ligados às eleições de 2026. O Goldman Sachs avalia que a moeda brasileira entrará em fase de maior volatilidade devido à incerteza política e fiscal.
A divisa americana teve a quinta sessão consecutiva de alta, registrando a maior sequência desde dezembro do ano passado. Com isso, o dólar fechou a R$ 5,2213 na venda, marcando a maior cotação desde 30 de março e acumulando uma valorização de 2,7% na semana.
Segundo o Goldman Sachs, a força recente do real se justificava pelos fundamentos econômicos e pelo diferencial de juros do Brasil. Contudo, a proximidade do pleito eleitoral torna o balanço de riscos menos favorável para apostas de valorização da moeda.
A instituição destaca que o câmbio reagirá à percepção dos investidores sobre o compromisso do futuro governo com as contas públicas. Mesmo havendo recuperação do real, o banco considera difícil uma valorização intensa sem sinais concretos de consolidação fiscal após as eleições.
Refletindo esse cenário, o Goldman Sachs revisou suas projeções: o dólar deve chegar a R$ 5,20 em três meses e R$ 5,10 em seis meses, ante previsões anteriores. A projeção para 12 meses se manteve em R$ 5,00.


