O reconhecimento de paternidade em Goiás cresceu 248% entre 2021 e 2025, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). O aumento no ato voluntário é atribuído à nova plataforma digital, embora o estado registre anualmente cerca de 5,2 mil crianças apenas com o nome da mãe.
O volume de reconhecimentos nos cartórios de Goiás saltou de 485 em 2021 para 1.688 em 2025. O procedimento voluntário garante direitos como identidade civil completa, acesso à pensão alimentícia e segurança jurídica para a família. A plataforma eletrônica, chamada Link, permite iniciar o processo pela internet, reduzindo barreiras geográficas para os cidadãos.
Apesar do avanço, o registro de filiação sem identificação paterna permanece alto. Em 2025, o estado registrou 5.729 crianças apenas com o nome da mãe. A ferramenta digital também possibilita que mães indiquem eletronicamente o suposto pai quando o registro inicial foi feito apenas com a maternidade.
Thyago Gama, presidente da ARPEN/GO, declarou que o reconhecimento “representa muito mais do que a inclusão de um nome na certidão de nascimento. É um ato que garante identidade, fortalece os vínculos familiares e assegura direitos fundamentais para crianças, adolescentes e adultos”. O procedimento é gratuito e pode ser realizado em qualquer cartório do país.

