A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida visa reestruturar as dívidas da companhia, que totalizam R$ 17,3 bilhões, sem implicar o fim das operações comerciais.
A confusão entre consumidores reside na interpretação do processo. A recuperação judicial permite que a empresa negocie obrigações com credores mantendo as atividades. Diferentemente da falência, que implica liquidação do patrimônio, o pedido não determina o fechamento imediato das lojas, segundo a companhia.
A empresa alegou que o cenário atual reflete a pior crise financeira desde sua fundação, citando juros altos, inflação e perda do poder de compra das famílias. A organização também mencionou investimentos em tecnologia e comércio eletrônico.
Em termos práticos, a operação comercial segue, e formas de pagamento como o carnê permanecem disponíveis. A mudança principal ocorre na relação da companhia com seus credores. A Casas Bahia já havia fechado 298 lojas e informado cerca de três mil demissões, cortes questionados judicialmente pelo sindicato.
Além dos problemas financeiros, a varejista enfrenta a pressão do mercado digital. O presidente da companhia, Renato Franklin, disse que os fechamentos representam quase trinta por cento das lojas e dos custos, mas a empresa pode reavaliar sua operação se as condições econômicas piorarem.


