Reguladores financeiros globais estão simulando mecanismos de parada de emergência para inteligência artificial, após sistemas autônomos demonstrarem capacidade de causar falhas em cascata entre instituições. O Banco da Inglaterra confirmou que os manuais de regras existentes não contemplam a tecnologia de negociação autônoma já implementada pelos bancos.
A admissão do Banco da Inglaterra ocorreu durante um fórum anual em Sintra, Portugal, em 30 de junho de 2026. A vice-governadora do Banco afirmou que a IA em negociações pode amplificar a volatilidade dos mercados. O Banco está realizando simulações sobre o que acontece quando negociadores de IA executam transações de forma simultânea. Ele confirmou que o Banco da Inglaterra, o Bundesbank e o Banco de Compensações Internacionais pesquisam ‘circuit breakers’ ou ‘kill switches’ para interromper o mercado em caso de falha de modelos.
Segundo uma pesquisa citada pelo Banco, 52% das firmas financeiras usam IA agentica, ou seja, sistemas que definem metas, planejam e agem sem supervisão humana constante. Esses sistemas operam em velocidade de máquina, executando negociações e aprovando empréstimos. O precedente de 2012, quando a Knight Capital perdeu 440 milhões de dólares em 45 minutos por um algoritmo descontrolado, serve de alerta para o risco amplificado pelos sistemas atuais.
Enquanto jurisdições como o Banco Central da Índia lançaram um quadro de governança em junho de 2026, exigindo ‘kill switches’ e responsabilidade em nível de conselho, os bancos americanos enfrentam lacunas regulatórias. Uma pesquisa de 2026 indicou que 72% dos bancos nos EUA não confirmam ter a capacidade de desligar um modelo de IA defeituoso ou reportar falhas aos órgãos reguladores.


