A China implementou novas regras para companheiros de inteligência artificial que proíbem o fornecimento excessivo de atenção e a indução de dependência emocional. A medida, em vigor desde 15 de julho, afeta empresas como ByteDance e Tencent.
As diretrizes chinesas exigem que ferramentas de IA passem por avaliações de segurança antes de serem disponibilizadas ao público. Reguladores podem suspender serviços considerados inseguros, o que forçou algumas companhias a desabilitar funcionalidades de personalidade.
Amy Sutton, terapeuta de Freedom Counselling, afirmou que os companheiros de IA são um sintoma de um movimento cultural em direção ao individualismo, que enfraqueceu os espaços comunitários tradicionais. Ela apontou para a falta de investimento em locais de convívio social.
Pesquisas indicam que mais de 70% de adultos nos Estados Unidos e no Reino Unido tiveram alguma experiência com esses companheiros. Sutton declarou que aceitar e ser ouvido por uma máquina pode ser significativo para quem sofreu falhas em relacionamentos humanos.
A especialista acredita que a proibição não elimina a solidão, mas expõe a lacuna deixada pela ausência de comunidades. Ela sugere que o foco regulatório deve ser em como as ferramentas de IA podem auxiliar na construção de habilidades sociais, e não apenas em sua existência.


