O Observatório do Clima divulgou um relatório com 37 propostas para o Brasil reduzir as emissões de metano (CH4). O gás é um dos mais fortes causadores de mudanças climáticas, e o país figura entre os cinco maiores emissores do poluente.
Segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, o Brasil liberou 21 milhões de toneladas de metano na atmosfera em 2024. David Tsai, coordenador do sistema, afirmou que reduzir essas emissões é crucial para frear o aquecimento global e normalizar o clima do planeta.
As soluções sugeridas abordam quatro setores: agropecuária, resíduos, uso da terra e florestas e energia. No campo agropecuário, por exemplo, são apresentadas 15 propostas que envolvem produtores, governos e instituições financeiras. Este setor foi responsável por 15,7 milhões de toneladas de metano em 2024, representando 75,8% do total nacional.
Para o setor de resíduos, medidas como a eliminação de lixões e a melhoria na governança de aterros sanitários são necessárias. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) contribuiu com cinco sugestões para o uso da terra, focando em monitorar e combater incêndios em vegetação nativa.
As propostas para a cadeia de combustíveis fósseis, que incluem petróleo, gás e carvão, visam reduzir vazamentos e desperdícios nos processos produtivos. A pesquisadora Ingrid Graces, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), declarou que a responsabilidade por emissões industriais cabe a quem lucra com a atividade.


