O candidato ao governo de Alagoas, JHC (PSDB), questionou nas redes sociais a qualidade de um equipamento ferroviário que chegou a Arapiraca, sugerindo que seria o VLT da cidade. O Ministério dos Transportes e o adversário político, Renan Filho (MDB), reagiram às críticas, afirmando que o veículo é uma locomotiva destinada a testes de segurança.
No sábado (29), JHC compartilhou vídeo com imagens de uma composição nos trilhos apresentando rachaduras na pintura e sinais de ferrugem. Na legenda, o candidato questionou se aquele seria o veículo anunciado para o município. O ministro dos Transportes, George Santoro, explicou que o equipamento serve para verificar as condições da via antes da operação dos novos veículos.
Santoro acusou JHC de divulgar informação falsa e informou que está bloqueado pelo candidato nas redes sociais. O ministro declarou que as três composições de passageiros, fabricadas pela Marcopolo, são diferentes da locomotiva de testes. Ele também criticou a gestão de mobilidade urbana de JHC na Prefeitura de Maceió, citando a execução do Arco Metropolitano, com investimento superior a R$ 2 bilhões.
Renan Filho, também candidato ao governo estadual, afirmou em vídeo publicado neste domingo (30) que JHC tenta descredibilizar a obra. O ex-ministro dos Transportes declarou que o adversário nunca fez nada pelo interior de Alagoas e defendeu o projeto, que terá cerca de 15 quilômetros de extensão, ligando a Estação João Paulo II ao campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
O sistema de VLT de Arapiraca recebeu R$ 200 milhões em investimentos do Ministério dos Transportes. As três composições previstas para operar no sistema terão capacidade para transportar até 400 passageiros por viagem. A rede passará por áreas centrais e bairros da cidade, atendendo estudantes, trabalhadores e torcedores do ASA.
O embate ocorre no contexto da disputa eleitoral pelo governo de Alagoas. JHC, ex-prefeito de Maceió, busca se apresentar como alternativa ao grupo político dos Calheiros, enquanto Renan Filho tenta retornar ao comando do estado após ter governado a região por dois mandatos.


