O candidato democrata ao Senado, Abdul El-Sayed, enfrenta uma campanha de difamação religiosa. Republicanos e apoiadores de direita atacam o candidato, alegando que ele representa uma ameaça à segurança nacional e à república.
Em março, a oposição republicana focou em James Talarico, candidato democrata em Texas, com alegações sobre sua vida pessoal. Contudo, a estratégia mudou com a candidatura de El-Sayed. Neste caso, o foco dos ataques é sua religião.
A deputada Nancy Mace, do Sul da Carolina, afirmou em uma publicação que “todo muçulmano em cargo público nos EUA é um cavalo de Troia, e uma ameaça à segurança nacional e à nossa república”. Influenciadores de direita também reforçaram a ideia de que muçulmanos devem ser tratados como combatentes inimigos.
O ataque se soma a outras tensões. A promotora-geral de Michigan, Dana Nessel, que é judia, planeja faltar à convenção do partido em 29 de agosto, por receio de segurança em um ambiente onde, segundo ela, os líderes partidários não combatem o antissemitismo.
Embora alguns críticos vejam as posições de El-Sayed como desvantajosas, a demonização de sua origem religiosa é um ponto de ataque distinto. Candidatos como Zorhan Mamdani, prefeito de Nova York, que é muçulmano, mostraram que a exposição pessoal pode reduzir o medo do eleitorado, um caminho que El-Sayed tenta seguir.


