O Republicanos do Amapá oficializou a candidatura de um homem à Assembleia Legislativa do Estado, mesmo com mandado de prisão preventiva em aberto desde 13 de julho. A ordem judicial foi expedida em Macapá por investigação de suposta inserção de dados falsos em sistema de terras da União.
A convenção partidária, realizada em quatro de agosto, aprovou a candidatura e a ata foi enviada à Justiça Eleitoral. O mandado consta no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. A juíza Alana Coelho Pedrosa apontou elementos que indicam materialidade do crime e indícios de autoria, baseada em investigação policial.
De acordo com a apuração, o candidato teria inserido informações falsas no Sistema de Gestão Fundiária para registrar como particulares áreas pertencentes à União, incluindo locais da Floresta Estadual do Amapá. A legenda Republicanos afirmou não ter conhecimento prévio sobre a situação do candidato e abriu apuração interna.
O indivíduo já foi denunciado em outras ações penais, sob suspeita de integrar organização criminosa que atuaria na falsificação de procedimentos para regularizar terras. O Ministério Público Federal classificou o grupo como “um criminoso contumaz”.
Em 2018, o candidato foi detido durante a Operação Terras Caídas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar fraudes fundiárias. Seu nome também apareceu em operações Miríade e Conluio, investigações sobre grilagem e fraude em licitações, respectivamente.

