O fechamento do Estreito de Ormuz por Irã em 11 de julho elevou o petróleo para US$ 86, mas a gasolina nos EUA permaneceu abaixo de US$ 4. Essa estabilidade se deve à redução de 29% nas importações chinesas e à manutenção da reserva estratégica de 1,4 bilhão de barris da China.
A crise no Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico que transporta cerca de 20% do petróleo mundial, levou forças dos EUA a atacar cerca de 140 alvos militares em 72 horas. O Brent subiu mais de 4% em 13 de julho, atingindo US$ 84 a US$ 86. Apesar do choque de oferta global de 14%, que elevou o Brent em 30%, a estratégia chinesa de não esgotar seu estoque tem sido o fator de contenção dos preços.
As importações chinesas de petróleo caíram para 7,8 milhões de barris por dia em maio, o nível mais baixo em quase uma década. Segundo a Administração de Informações de Energia, a reserva de 1,4 bilhão de barris permite que Pequim reduza compras, o que suprime o preço. Analistas apontam que a decisão chinesa é a força de reequilíbrio do mercado.
O mercado aguarda os dados de importação de agosto da China para saber se Pequim retomará as compras de petróleo. Se isso ocorrer, o suporte de preço abaixo de US$ 3,85 na gasolina americana pode desaparecer. Especialistas alertam que, embora a reserva ajude agora, o mercado exigirá preços mais altos para restaurar o equilíbrio futuro.


