O retorno do príncipe Harry ao Reino Unido, previsto para as próximas semanas, gerou questionamentos sobre uma possível reaproximação com o príncipe William. Especialistas na família real afirmam que o cenário de reconciliação parece improvável no curto prazo.
A distância entre os dois príncipes se intensificou em um contexto de divergências e revelações. O livro autobiográfico de Harry, “O que sobra”, publicado em janeiro de dois mil e vinte e três, agravou a situação. Os irmãos não foram vistos juntos desde setembro de dois mil e vinte e dois, após o falecimento da rainha Elizabeth II.
Um especialista em realeza, Richard Fitzwilliams, disse que William demonstra estar muito chateado com o retorno do irmão. Segundo ele, William considera que Harry o traiu e se oporia categoricamente a qualquer reaproximação.
A separação ganhou contornos mais complexos com o anúncio de que Harry e Meghan renunciaram às obrigações reais em dois mil e vinte. Harry fez críticas à monarquia britânica, incluindo acusações de racismo. No livro, o duque de Sussex descreveu William como seu “arqui-inimigo” em certos momentos.
Ed Owens, outro especialista na monarquia, acredita que, ao assumir o trono, William terá a dimensão moral de governador supremo da Igreja da Inglaterra, o que, em sua visão, exigirá que ele perdoe o irmão.


