Cientistas da University of British Columbia (UBC) desenvolveram um revestimento à base de algas que pode preservar morangos por vários dias sem necessidade de refrigeração. A solução visa prolongar a vida útil de produtos frescos e diminuir o desperdício de alimentos, que custa à economia canadense cerca de 58 bilhões de dólares anualmente.
O revestimento, descrito como natural e biocompatível, combina agar, derivado de algas vermelhas, com zinco e ácido tânico. Os pesquisadores aplicaram a substância em fatias de maçã, uvas e morangos, e observaram que a durabilidade foi estendida em pelo menos o dobro.
Segundo o estudo, a camada atua como uma barreira protetora fina e invisível. Ela retarda a perda de umidade e a troca gasosa, oferecendo proteção antioxidante e antibacteriana. Com o revestimento, morangos sem tratamento visíveis em dois dias, permaneceram intactos por pelo menos quatro dias em temperatura ambiente.
A assistente professora Tianxi Yang, autora principal do trabalho, informou que o revestimento não altera o sabor natural das frutas. Testes preliminares em células intestinais humanas indicaram que a substância possui propriedades antibacterianas e não apresenta sinais de toxicidade. Contudo, o produto ainda não foi aprovado para uso comercial.

