Em maio de mil oitocentos e quarenta e dois, Sorocaba tornou-se o centro da Revolução Liberal, um movimento que contestava o poder imperial e exigia mais autonomia para as províncias. A cidade funcionou como sede provisória do governo da província de São Paulo.
O líder do Partido Liberal Paulista, Rafael Tobias de Aguiar, foi aclamado presidente interino da província em dezessete de maio, em cerimônia na cidade. A adesão do padre Diogo Antônio Feijó, ex-regente do Império, deu legitimidade política à revolta. Lideranças liberais se reuniram em Sorocaba para exigir a remoção do Barão de Monte Alegre, presidente nomeado para a província.
O historiador Adilson Cezar, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, explicou que a região era próspera, com grande comércio, o que motivou a rebelião. Porto Feliz e São Roque apoiaram o movimento, enquanto Campinas permaneceu sob controle das forças imperiais, palco da derrota dos liberais.
O governo central reagiu com a nomeação de Luís Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxias, para comandar a repressão. As forças do governo entraram em Sorocaba em vinte e um de junho, prendendo Feijó. Tobias conseguiu escapar, mas foi capturado meses depois no Rio Grande do Sul.
A revolta, que surgiu como resposta às reformas de mil oitocentos e quarenta e um, consolidou a identidade liberal no interior paulista. Os líderes foram anistiados em mil oitocentos e quarenta e quatro, e o movimento deixou marcas na política paulista.


