O grupo suíço de luxo Richemont registrou vendas de 6,33 bilhões de euros no trimestre encerrado em 30 de junho, superando a projeção de analistas. O resultado foi impulsionado pelo segmento de joalheria, que apresentou forte crescimento, apesar da volatilidade no setor.
A receita da Richemont avançou 20% na comparação anual a taxas de câmbio constantes, acelerando em relação ao trimestre anterior, quando a expansão foi de 13%. O principal negócio de joias, que reúne Cartier e Van Cleef & Arpels, registrou um salto de 24% nas vendas, atingindo 4,73 bilhões de euros, acima do consenso de 4,35 bilhões de euros. Este dado marca o sétimo trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos no segmento.
As vendas cresceram em todas as regiões, incluindo Europa, Américas, Ásia-Pacífico e Japão. Analistas do RBC Capital Markets afirmaram que o crescimento é sustentado pela forte execução da marca Cartier e pela relevância crescente da Van Cleef & Arpels. A categoria de joias resistiu melhor ao ambiente econômico adverso, pois atende consumidores mais ricos.
A divisão de relógios do grupo, que engloba Piaget e Vacheron Constantin, teve vendas de 873 milhões de euros, representando uma alta anual de 8%. A empresa também mitigou transtornos de viagens de compradores abastados ao focar em consumidores locais.

