O mercado imobiliário do Rio de Janeiro registrou 25 mil lançamentos de unidades nos 12 meses acumulados até junho, segundo Leonardo Mesquita, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ). O volume reflete a implementação do novo Plano Diretor de 2024 e a expansão de programas habitacionais.
A consultoria Brain Inteligência Estratégica apurou que, em 2024, o número de unidades lançadas cresceu 42%, totalizando 21,2 mil. No ano anterior, embora tenha havido uma queda de 8% na quantidade de unidades, o Valor Geral de Vendas (VGV) saltou 28%, atingindo R$ 16,5 bilhões.
As novas regras de construção facilitaram projetos residenciais na Zona Norte, no Centro e na Região Portuária, com foco no programa Minha Casa, Minha Vida. Programas como o Reviver Centro e incentivos no Porto Maravilha também contribuíram para a reocupação de edifícios. A Cury, incorporadora focada em habitação popular, lançou oito empreendimentos este ano, somando 5,4 mil unidades.
O setor de turismo também impulsiona a construção de hotéis e estúdios para aluguel por temporada. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, sendo 2,2 milhões no Rio. A Glória Participações, que investe na cidade desde 2016, adquiriu recentemente o Praia Ipanema para instalar um hotel de luxo.
Vinicius Benevides, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Rio), informou que um terço das unidades lançadas em junho eram compactas. No Centro e na Região Portuária, cerca de 70% dessas compras são feitas com uso de FGTS por pessoas que pretendem residir nos locais.
A Tenda projeta um crescimento de 30% no volume de lançamentos para este ano, com projetos em Cascadura, São Cristóvão e Tomaz Coelho. Já a MRV relatou que 85% de seus projetos recentes incluem piscina e oferecem cerca de dez opções de lazer e interação.
No segmento corporativo, Hilton Rejman, presidente executivo da BGRE no Brasil, disse que a empresa possui seis edifícios no Rio com ocupação agregada de 89%.

