O Estado do Rio de Janeiro fiscalizou 168 alertas de desmatamento em 64 municípios durante a Operação Mata Atlântica em Pé, realizada em agosto. A ação resultou em multas superiores a R$ 800 mil por retirada ilegal de vegetação e na aplicação de 225 medidas administrativas em 314,01 hectares vistoriados.
A operação mobilizou a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Ministério Público e prefeituras locais. A iniciativa integra uma mobilização nacional que abrange os 17 estados com áreas de Mata Atlântica.
Dos alertas atendidos, 73 passaram por análise de satélite combinada com vistoria presencial e 62 foram fiscalizados apenas em campo. Outros 33 casos foram verificados exclusivamente de forma remota, método utilizado para selecionar as áreas que demandavam a presença física de agentes.
O volume de fiscalizações apresentou alta em relação ao ano anterior. Em 2025, a operação atendeu 36 alertas em 14 municípios, com 101,43 hectares vistoriados. O número de alertas atendidos cresceu 366,7%, enquanto a quantidade de cidades alcançadas subiu 357,1% e a área vistoriada teve alta de 209,6%.
A identificação dos alvos ocorreu por meio de alertas da plataforma MapBiomas, encaminhados pelo Ministério Público à Seas e analisados pelo Inea. O órgão ministerial enviou 81 polígonos com sinais de desmatamento. O estado também utilizou dados do Programa Olho no Verde, que monitora a vegetação por satélite e completa dez anos em 2026.
Segundo o balanço, foram dedicadas mais de 60 horas ao processo. O cronograma incluiu nove horas de análise de alertas do Ministério Público, 11 horas de triagem de outras fontes, oito horas de reuniões municipais e cinco horas de capacitação técnica. Outras 23 horas foram utilizadas para a consolidação de informações e elaboração do relatório final.


