O governo do estado do Rio firmou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a renegociação de uma dívida total de R$ 8 bilhões. A negociação, anunciada pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, após reunião com o presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), Ricardo Couto, visa reduzir o custo anual para o estado.
O serviço da dívida, que custava cerca de R$ 600 milhões por ano aos cofres fluminenses, passará a ser de aproximadamente R$ 360 milhões, segundo Mercadante. O secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês, explicou que a reestruturação era o último requisito para o Rio aderir ao Programa de Renegociação das Dívidas dos Estados com a União (Propag).
A dívida total compreende dois empréstimos. Um, no valor de R$ 6,1 bilhões, foi destinado à construção da Linha 4 do Metrô. O segundo, de R$ 1,9 bilhão, financiou investimentos no sistema de trens urbanos da Região Metropolitana do Rio. Mercadante informou que a inadimplência no segundo débito poderia levar o caso ao Judiciário, inviabilizando a adesão ao Propag.
O presidente do BNDES detalhou que o pacote de créditos reduziria as prestações em R$ 242 milhões anuais. Além disso, foram discutidas tratativas para novos financiamentos, que estavam vetados devido à inadimplência. As conversas incluem crédito para obras no Hospital Universitário Pedro Ernesto e um empréstimo de R$ 3,3 bilhões para a extensão da Linha 2 do Metrô.

