A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro concentra o maior número de padres exorcistas entre as capitais brasileiras. Os dezessete sacerdotes atuam distribuídos em treze vicariatos episcopais, prestando assistência pastoral a fiéis em diversas situações.
Luiz Carlos Pereira, cônego e exorcista pelo Vicariato Episcopal de Campo Grande, utiliza uma maleta com itens como sal grosso, terço e um livro de rituais. Ele atende entre trinta e quarenta pessoas por mês, lidando com casos de luto, depressão e conflitos familiares.
O religioso explica que, antes de qualquer rito, a conversa com o fiel busca a origem do sofrimento. Ele afirma que possessão é a manifestação visível do maligno, mas esclarece que comportamentos como levitar ou subir paredes são fantasias de filmes de terror.
Em um caso relatado, uma família procurou ajuda após o filho apresentar agressividade e força incomum desde os três anos. Após avaliações clínicas e psiquiátricas, o sacerdote realizou um exorcismo simples com orações, que resultou no acalmamento do paciente.
A Igreja Católica estabelece critérios rigorosos para a prática do exorcismo maior, que só pode ser realizado por sacerdote autorizado. A Arquidiocese afirma que os sacerdotes exercem a função com zelo e dedicação como parte do trabalho pastoral.

