O estado do Rio de Janeiro conta com R$ 327,6 bilhões em investimentos em execução previstos para o período entre 2026 e 2028, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O montante, impulsionado pelo pré-sal e obras de infraestrutura, pode ultrapassar R$ 500 bilhões caso projetos em potencial sejam concretizados.
O setor de petróleo e gás representa mais de 60% do valor mapeado. A lista dos 20 maiores projetos inclui aportes bilionários de companhias como Petrobras, Shell e Equinor no desenvolvimento de campos do pré-sal. A Firjan estima que a atividade deve gerar mais de 1,4 mil empregos no estado até o fim de 2027.
Na área de infraestrutura, destacam-se os planos de distribuição de energia da Light, com R$ 8,5 bilhões, e da Enel, com R$ 6,1 bilhões, no mesmo período. No saneamento básico, a concessionária Águas do Rio, da Aegea, prevê investir R$ 6,2 bilhões. Obras nas pistas de subida da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, também integram o volume de execuções.
Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, citou a Usina Nuclear de Angra 3 como um dos projetos em potencial. O dirigente afirmou que a qualidade da distribuição de eletricidade é fundamental para atrair investimentos em data centers, uma das nove fronteiras de desenvolvimento identificadas pela entidade, que incluem ainda a economia do mar e o complexo aeroespacial.
Gargalos logísticos persistem, como a nova pista de subida da Serra de Petrópolis, na BR-040, com obras paradas desde 2016. Outro ponto é o EF-118, trecho ferroviário que conecta o norte do estado ao Porto do Açu. Recentemente, uma nova concessionária assumiu o trecho Rio-Juiz de Fora (MG) com compromisso de investir R$ 5 bilhões.
Para o consultor Cláudio Frischtak, presidente da Inter.B Consultoria, o estado precisa de governança e foco em serviços de alto valor agregado para diversificar a economia além do petróleo. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Roberto Gomides, declarou que a prioridade é a estabilidade institucional para dar previsibilidade jurídica aos investidores.
Na capital, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que o ajuste nas contas municipais, que resultou na nota AAA da Fitch Ratings, permitiu aumentar os investimentos em serviços públicos e atrair negócios privados, impulsionados pelo crescimento do turismo.


