O Brasil negocia um acordo oficial de coprodução cinematográfica com a Rússia para viabilizar o uso de políticas públicas em projetos culturais dos dois países. A iniciativa é conduzida pelo presidente da RioFilme, Leonardo Edde, que cumpre agenda no Festival Internacional de Cinema de Moscou até sexta-feira (31).
Edde afirma que a meta é a criação de um mercado comum entre as nações do Brics, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo o executivo, a estruturação do negócio exige a análise de conteúdos com maior potencial de união cultural e a identificação de interseções entre as audiências de cinema, televisão e streaming.
A estratégia visa potencializar a influência dos países do bloco e atrair turismo e consumidores, seguindo modelos adotados por Estados Unidos, Coreia do Sul e França. Além da Rússia, a RioFilme desenvolve políticas semelhantes com os demais integrantes do Brics, além de parcerias estratégicas com Colômbia, Espanha, Inglaterra e França.
A viagem a Moscou integra o projeto Destination Rio, parte do plano estratégico da prefeitura do Rio de Janeiro para o período 2025/2028. O objetivo é gerar negócios em coproduções, distribuição de conteúdo brasileiro no exterior, produção de propriedade intelectual e importação de serviços.
O plano busca atrair produções estrangeiras e a instalação de empresas internacionais na capital fluminense, abrangendo setores de audiovisual, cinema e tecnologia, como a inteligência artificial. De acordo com Edde, a RioFilme promove o ecossistema local para facilitar parcerias e negócios entre companhias estrangeiras e cariocas.
Em 2024, a RioFilme e a cidade de Moscou assinaram um memorando de entendimento para a promoção mútua como destinos de produções internacionais. Em junho de 2026, uma delegação russa participou do Rio2C, plataforma de negócios para indústrias criativas, iniciando a aproximação entre os mercados cinematográficos.


