Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, registrou seu plano de governo, intitulado “Plano Implacável”, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 8 de agosto. O documento de 81 páginas estabelece as diretrizes estratégicas da chapa de candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026.
O candidato, que teve seu nome oficializado para concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido Novo, terá como vice Eduardo Girão. O programa serve como base para a campanha e estrutura-se em eixos focados em finanças, segurança pública, combate à corrupção e reforma de órgãos de controle e judiciário.
Na área econômica, o plano prevê um “choque fiscal” com corte de gastos, privatização de empresas estatais e redução do Imposto de Renda para pessoas jurídicas. Outras propostas incluem uma nova reforma da Previdência, com reajuste automático da idade mínima conforme a expectativa de vida brasileira.
Em relação ao judiciário, o documento propõe a proibição de decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF) e a criação de uma corregedoria independente. O plano também limita o foro privilegiado e elimina benefícios e “supersalários” no funcionalismo público.
As propostas internacionais incluem a saída da diplomacia brasileira do grupo BRICS e a entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Além disso, o texto sugere a criação de regime de trabalho alternativo à CLT, com contratos flexíveis.


