O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, cumpriu agenda nesta segunda-feira (31), no começo da tarde, em frente à sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Durante a visita, o político utilizou a referência à Operação Lava-Jato para criticar o que classificou como o desmonte das investigações de corrupção no Brasil.
Zema conversou com moradores e integrantes do partido, recebeu propostas e gravou vídeos para a campanha eleitoral. A unidade da PF no Paraná foi um dos centros operacionais da Lava-Jato, onde foram coordenadas investigações sobre lavagem de dinheiro e esquemas de corrupção envolvendo a Justiça Federal e o Ministério Público Federal.
Em declaração à imprensa, o candidato afirmou que a operação representou uma das principais iniciativas brasileiras de investigação de crimes. Segundo Zema, a Lava-Jato foi a maior luta do país contra a corrupção, mas foi desmontada por pessoas que chamou de intocáveis de Brasília.
O candidato mencionou casos recentes sob investigação, como o Banco Master e esquemas envolvendo lobistas e o filho do presidente. Questionou se o país deve aceitar que pessoas que devolveram recursos roubados sejam soltas sem condenação.
A atividade contou com a presença de apoiadores e outros candidatos do Novo. Após a passagem pela sede da PF, Zema não concedeu novas declarações aos jornalistas. Ele deixou a capital paranaense na sequência para cumprir compromissos de campanha em Santa Catarina.


