O maestro Rubén Calviño afirmou que o cérebro humano tende a criar a falsa percepção de que está aprendendo mais do que a quantidade real de conteúdo assimilada. Segundo Calviño, esse fenômeno ocorre devido ao uso de técnicas de estudo inadequadas que fazem parte da cultura escolar tradicional.
A análise aponta que as pessoas passam entre 15 e 20 anos de vida estudando disciplinas como matemática, história, ciências e idiomas. No entanto, o sistema de ensino raramente ensina como o cérebro processa a aprendizagem.
O maestro citou a releitura de anotações e o hábito de sublinhar páginas inteiras como exemplos de métodos comuns. A concentração de esforços apenas nos dias que antecedem as provas também é apontada como uma prática recorrente no ambiente estudantil.
Essas estratégias, embora aceitas socialmente, provocam uma contradição cognitiva. O indivíduo acredita estar dominando a matéria enquanto a assimilação efetiva da informação não ocorre na mesma proporção.
Calviño explicou que a cultura escolar valida esses comportamentos, o que impede que o estudante compreenda a diferença entre a familiaridade com o texto e o aprendizado real do conteúdo.


