A Rússia acusou a França e o Reino Unido, nesta quinta-feira (27), de “brincarem com fogo” ao fornecer tecnologia de mísseis à Ucrânia. Segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, a decisão de reforçar o apoio militar pode gerar consequências imprevisíveis para Paris e Londres.
As declarações ocorrem após os líderes britânico e francês anunciarem, na segunda-feira (24), a aceleração da entrega de mísseis de defesa aérea e o compartilhamento de tecnologia militar classificada como secreta. O anúncio foi feito durante reunião de países aliados para marcar o Dia da Independência ucraniano.
O Reino Unido dará acesso a tecnologia sigilosa para que a Ucrânia produza mísseis de cruzeiro Storm Shadow, capazes de atingir alvos em áreas profundas do território russo. A França também autorizou o licenciamento de tecnologia de míssil europeu para fabricação local.
Moscou afirma que o envio de armamentos ocidentais aumenta o risco de escalada do conflito iniciado em fevereiro de 2022. O governo russo critica a movimentação de Kiev e seus aliados há anos.
Paralelamente, a União Europeia (UE) liberou um novo pacote de ajuda de 6,1 bilhões de euros (cerca de R$ 36 bilhões), anunciado pela Comissão Europeia na segunda-feira (24). O montante integra um empréstimo de 90 bilhões de euros concedido ao país.
Mais da metade desse valor é destinada a mísseis, munições e reforço da defesa aérea, especialmente mísseis interceptadores do tipo Patriot. A Comissão Europeia justificou a urgência do repasse devido aos quase 400 ataques russos com mísseis registrados em julho.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o apoio à Ucrânia é inabalável. A declaração foi publicada na rede social X durante as celebrações dos 35 anos de independência do país.


