A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta quinta-feira (27) que o Reino Unido e a França estão “brincando com fogo” ao apoiar a Ucrânia. A declaração ocorre após a concordância de ambos os países em fornecer tecnologia para a produção de mísseis de longo alcance.
Zakharova declarou que Londres e Paris tentam se eximir da responsabilidade por ataques em território russo ao transferir a montagem dos armamentos para os ucranianos. Segundo a porta-voz, as capitais europeias, incluindo Berlim, possuem responsabilidade direta por ataques que ela classificou como terroristas, alertando que as consequências podem ser imprevisíveis.
As ameaças ocorrem após o diretor da CIA, John Ratcliffe, ter visitado Moscou secretamente na terça-feira (25). De acordo com a imprensa internacional, Ratcliffe alertou o governo russo a não atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em uma tentativa de evitar que o presidente Vladimir Putin testasse a reação da aliança militar.
O ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, também se manifestou na terça-feira (25). Ele afirmou que a Rússia levará em consideração as ações das elites anti-Rússia na Grã-Bretanha, Bruxelas, Paris e Berlim, declarando que esses governos não conseguirão se safar de suas decisões.
No campo militar, o conflito concentra ataques em infraestrutura e logística. Na quarta-feira (26), um drone ucraniano atingiu um ônibus na estrada Zolotoye–Pervomaisk, matando nove pessoas e ferindo cinco. No mesmo dia, um bombardeio ao shopping Donetsk-City deixou oito feridos, incluindo duas crianças.
Na madrugada desta quinta-feira (27), a Rússia lançou mísseis e mais de 250 drones contra Kiev e outras regiões. A ofensiva causou incêndios e danos a escolas, portos e infraestruturas de energia e indústria, além de ferir moradores.

