A Bolsa brasileira registra forte saída de capital estrangeiro em agosto. Até o dia 13, investidores de fora retiraram R$ 15,63 bilhões da B3, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. O movimento marca a maior retirada mensal da série acompanhada pela consultoria desde janeiro de dois mil e vinte e dois.
A percepção dos investidores mudou diante de fatores internos e externos, elevando a preferência por ativos mais seguros. Entre as preocupações citadas estão as incertezas das eleições de 2026, a situação fiscal do país e a possibilidade de manutenção de juros em patamares altos por mais tempo.
O ambiente internacional também contribui para a retirada de recursos. O JPMorgan, na semana anterior, reduziu sua recomendação para ações brasileiras de “overweight” para “neutra”. O banco justificou a mudança citando preocupações com o crescimento econômico, a deterioração do crédito e a volatilidade do cenário eleitoral.
A diminuição de recursos disponíveis para compra de ações aumenta a pressão sobre os preços, afetando empresas grandes do Ibovespa, como bancos, Petrobras e Vale. O principal índice da Bolsa atingiu nesta terça-feira, dia 18, o 11º pregão consecutivo de baixa, fechando aos 166.334 pontos.
O saldo acumulado no ano permanece positivo, mas analistas apontam que a retomada do fluxo dependerá de uma melhora na percepção sobre o cenário fiscal e eleitoral brasileiro, além de mudanças no cenário global.


