A deputada Priscila Costa, ligada à crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, teve parte do salário penhorada pela Justiça. O desconto visa quitar uma indenização de cerca de R$ 30 mil devida a Manuela D’Ávila, após Costa ter insinuado falsamente em redes sociais que a candidata defendia a legalização do incesto.
Os contracheques de Costa sofrem desconto de R$ 1,9 mil desde setembro passado. A condenação judicial ocorreu após ela fazer acusações sem provas contra D’Ávila em 2019. A parlamentar também foi obrigada a realizar uma retratação pública, ato que ainda não foi cumprido.
A defesa de Costa busca um acordo com Manuela D’Ávila para finalizar o processo. O advogado de D’Ávila afirmou que a extinção ocorrerá quando Costa pagar a indenização e se desculpar publicamente. Entre setembro de 2025 e julho de 2026, a então vereadora teve o valor mensal descontado do salário.
A deputada assumiu o cargo federal no início deste mês, após a perda do mandato por Dayany Bittencourt. A movimentação de Michelle Bolsonaro para apoiar a candidatura de Costa ao Senado contrariava os planos de Flávio Bolsonaro e do deputado André Fernandes, presidente estadual do PL.


